reflexões sobre a vida e a morte

No sábado passado, dia 02, foi celebrado o DIA DE FINADOS. Um dia de lembrar dos mortos. E da MORTE. Sei que não é um assunto agradável, e que para muitas pessoas é tabu, mas infelizmente ela existe. (será que a gente pensa que se não falarmos dela, ela vai ficar lá quietinha, e se tocarmos em seu nome ela vai despertar e vir nos assombrar? Que só de pronunciar essa palavra proibida vamos atrair essa “coisa ruim“?)

REFLEXÕES SOBRE A VIDA E A MORTE

Eu ultimamente tenho me defrontado bastante com essa situação, recebendo essa indesejável visita, vendo pessoas queridas partindo, e pessoas queridas sofrendo por dolorosas perdas. E pior: sabendo que, enquanto não chega a minha hora, vou passar por isso muitas e muitas vezes ainda.

Ela (a morte) chega, bagunça a vida da gente e vai embora. E não podemos fazer nada para evitar. E nem conseguimos nos conformar, ou nos acostumar com isso. Nem com todos os argumentos mais lógicos, sabendo que temos um tempo certo e predeterminado na terra, que uns vão e outros vem, ninguém fica pra semente…não tem jeito, quando passamos por perdas, principalmente trágicas ou repentinas, é um sofrimento só.

Depois a gente segue a vida, o mundo não para pra esperar a gente se recompor, mas vão ficando cicatrizes, buracos, sombras dentro de nós.

E então eu fico pensando: será que não é uma questão de cultura, de educação? Ou seja, será que não deveríamos ser educados desde pequenos para entender melhor a morte, e, por conseguinte, superá-la de uma forma menos traumática?

Em algumas culturas a morte é celebrada, os funerais são festivos, canta-se, dança-se, “bebe-se” aos mortos. Pra nós pode parecer exagero isso, mas também o longo luto que se guardava ao se perder um ente querido não tem sentido mais no mundo moderno. A vida continua. Não celebramos a morte mas temos que celebrar a vida. E a melhor forma de fazer isso é vivendo, e procurando ser feliz, apesar de tudo.

Eu penso que, se a morte é a única certeza dessa vida, então deveríamos encara-la de uma forma mais racional, procurando entender a fundo o processo contínuo que é vida e morte. Para que, ao termos que lidar com ela, façamos isso com menos sofrimento possível.

 

 

E quanto a nós, querendo ou não, vamos morrer! Disso não há como fugir. Estamos aqui de passagem, com data marcada para ir embora. Então encarar essa inquestionável verdade nos fará dar mais importância à vida. E a refletir sobre como usamos o nosso tempo disponível. Nós vivemos uma nova era, de valorização da vida, do tempo. E a morte faz parte, não pode ser excluída.

Então me desculpem o assunto esquisito, mas para se falar de VIDA, é preciso também falar de MORTE. E como canta o filósofo Raul Seixas, ” morte, morte, morte, que talvez, seja o segredo dessa vida…”

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